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O Modelo Educacional Brasileiro no Contexto do Século XXI

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Dika

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Ensino público e o mercado de trabalho

O sistema de ensino público brasileiro está defasado. Mais do que isso, está formando semi-analfabetos. Os alunos, quando vão à escola, têm acesso apenas a má educação básica. O modelo atual prioriza os resultados ao invés dos meios aos quais se chegam a eles. Desta forma, preza-se mais o número de alunos formados que o aprendizado ou a capacidade de enfrentar o mercado de trabalho.
Foi durante o período da ditadura militar que a defasagem do ensino público teve início. Na época, passou-se a valorizar as escolas particulares em detrimento das públicas. Houve também a troca do modelo educacional. Trocou-se o modelo francês, que trabalha com o pensamento humanista, onde o processo pelo qual se chega ao resultado é tão importante quanto o fim, pelo modelo de ensino americano, onde se trabalha com o pensamento tecnista pragmático.
A universalização do ensino fundamental - 1ª à 8ª - só aconteceu após a eleição do presidente Fernando Henrique Cardoso, na década de 1990. Porém, os estragos causados por anos de ditadura já tinham aprofundado suas raízes. O resultado disso é, segundo as estatíticas, 57,64% dos brasileiros com mais de 15 anos de idade sem concluir o ensino fundamental.
Com isso, mais da metade da população fica incapacitada de conseguir bons empregos. Já, que o mínimo de escolaridade exigido pelas empresas é o ensino fundamental completo. Cabe lembrar que o ensino público voltado aos adultos também está ruim. O que gera desestímulo e, consequentemente, abandono da escola sem a conclusão do curso.
Não obstante tais problemas, temos a constante e rápida evolução do mercado de trabalho. A competição global está muito mais acirrada, e o mercado cada vez mais exigindo profissionais capacitados. Há mudanças todos os dias, e quem não se aprimora, é ultrapassado.
Conclui-se assim, que enquanto o modelo educacional não melhorar, os alunos brasileiros continuarão a sair da escola sem uma formação adequada. E como as mudanças em um país tão grande, se dá em muitos anos, há uma grande necessidade de que as reformas se iniciem logo. Cabe à população, o quanto antes, fazer valer os seus direitos à uma boa escola. Fazendo com que ela dê consistência aos jovens e aos adultos, para que assim, estejam preparados para acompanhar a mobilidade da nova era global.

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evair

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Olá dika, vou analisar sua dissertação =)

Então, antes de qualquer coisa, sobre o que você me pediu:

tese: preza-se mais o número de alunos formados que o aprendizado ou a capacidade de enfrentar o mercado de trabalho.

Eu achei sua tese bacana, trabalha a educação numa visão realista, assim não vejo que seja uma tese ácida demais. Gostei mesmo!

Só gostaria de fazer uma observação: "O modelo atual prioriza os resultados ao invés dos meios, aos quais se chegam a eles" esse período está contraditório com o anterior, segundo minha interpretação, o governo prioriza (dá valor a) resultados que devem ser satisfatório (uma vez que é objetivo do governo), porém, quais os resultados da educação pública? (do seu texto) formação de semi-analfabetos. Assim, será que o governo prioriza (conscientemente) a formação de semi-analfabetos? ou que esses resultados são uma consequência de sistema educacional deficiente? Não sei se fui claro no que eu quis dizer, mas foi uma passagem que me deixou com uma entendimento meio ambiguo,sabe? Acho que você quis expressar na essência que os resultados, aos quais você se refere, são as estatíticas ( os resultados no papel, como a diminuição da taxa de analfabetismo), e não os resultados reais (o aumento da analfabetismo funcional, o ensino na coxas)... A confusão se deve, porque você vem falando desses resultados reais - a formação de semi-analfabetos - e aí você muda a natureza do que você faz sem fazer essa distinção, que fica evidenciada na tese.

Talvez, a confusão seja minha mas acho que a introdução melhora muito se você deixar claro, que a postura do governo é de camuflar o problema ao invés de tratar-lo na raíz... Acho que esse é o caminho =)


Agora, vamos descendo parágrafo por parágrafo:

Ainda que vago, há uma ligação entre o parágrafo de introdução e o primeiro argumentativo. Dava para aproximar mais, mas acho que não há necessidade. Ao contrário do que ocorre no segundo parágrafo argumentativo com o terceiro:

dos modelos educacionais você pulou para a universalização do FHC, mas isso é facilmente de relacionar, por exemplo:

"Essa situação começou a mudar com FHC..." há possibilidades melhores, confesso Razz, pensa um pouco aí...

continuando:

"o mínimo de escolaridade exigido pelas empresas é o ensino fundamental completo" - dá a entender que apenas nas empresas se pode obter bons empregos, qualificação profissional hoje em dia é fundamental em praticamente todos os setores. Ao meu ver, a melhor maneira de abordar esse assunto é fazer o inverso, dissertanto que os bons empregos exigem mais estudo, mais qualificação. É uma sugestão, que talvez ajude até no decurso das ideias, pois dá pra relacionar com as metamorfoses que o mercado de trabalho sofre, muito devido a necessidade de mão-de-obra qualificada - o avanço tecnológico, o avanço nas técnicas e formas de execer uma função...


E a conclusão achei válida, você convergiu as ideias que trabalho no texto e sugeriu algumas propostas. Mas acho que dá pra explorar mais, uma vez que essas propostas são bastante subjetivas, citar medidas mais concretas como o aumento do salário dos professores, investir na infraestrutura das escolas, enfim, dá pra enriquecer mais a conclusão.


No geral, eu gostei bastante da sua redação, e uma coisa legal de textos assim: são coringas. Nos meus últimos vestibulares, na hora da prova, eu SEMPRE utilizei uma redação que já tinha feito anteriormente. Temas Educação, violência urbana, corrupção na política, você sempre acaba usando, mesmo quando os temas não são necessariamente estes.

É isso aí, recapitulando: interligar os parágrafos para conduzir o tema de forma mais gradual, sem passagens abruptas e elucidar algumas passagens.


Aahh... uma coisa que me veio a cabeça quando lia, há algum tempo atrás li um livro do gilberto dimenstein - especialista em crianças e crises sociais, chamado Cidadão de Papel e tem um trecho que acho que casa aqui:

"Os pais são pobres e não conseguem garantir a educação dos filhos. Eles continuarão pobres, já que não arrumam bons empregos. E aí, seus filhos também não terão condições de progredir. É a famosa pergunta:

Quem nasceu primeiro: o ovo ou a galinha?

O garoto é pobre porque não conseguiu estudar em uma boa escola ou é porque não estudou que continua pobre? Esse círculo vicioso não atinge só os pobres. Revela uma sociedade que fecha oportunidades a todos, incluside para você"

bom, é isso.....GOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOL DO BRASIL PORRA! (rsrs nossa golaço do Marcelo)

bjs



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Dika

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Valeu mesmo.
Eu estava achando as passagens dos três primeiros capítulos ruins, mas decidi arriscar assim mesmo. kkk
Obrigada pelas elucidações, muito úteis.

Quanto à sua dúvida do primeiro parágrafo. Minha intenção era dizer que o governo realmente se importa mais com o número de alunos formados, para incluir em estatísticas, que com o conhecimento fornecido a eles. Falo por experiência própria. Estudei em escola pública minha vida toda, e no 3° EM, tinha alunos em minha sala que deveriam estar na 4ª série do ensino fundamental.

Obrigada novamente.
Putz, Goooolaço hein? rsrs

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evair

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Concordo plenamente com você, a progressão continuada é uma Chagas no ensino público. O governo manipula estatísticas indicando que o nível de analfabetismo no Brasil caiu pra 10%, mas não menciona que a taxa de analfabetismo funcional é de 23%. Essas políticas de camuflagem só piora a situação, e seria um pecado você não mencionar isso claramente no texto =)

Foi mesmo, marcelo salvou o emprego do Mano, porque olha...a coisa tá feia hahaha

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Dika

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Membros
É, você tem toda razão, eu deveria ter esclarecido mais essa questão. Valeu!

Quem sabe agora a seleção... Twisted Evil

P.S.: Feliz dia das Crianças! rsrs

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wesley8952


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Você tem razão Dika, o governo tem pela frente um grande abacaki para descascar, tem dinheiro para emprestar para as empresas produzirem mais e aquecer a economia, mais não tem funcionários aptos a trabalhar nelas,esse é um grande desafio e um assunto para se discutir!

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