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Tema: Posição da escola em relação às variantes linguísticas

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Luís

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Dilema da linguagem
Para conviver em sociedade foi necessário ao homem ter aprimorado a linguagem à medida que as relações sociais evoluíam a um nível de maior complexidade. No entanto, nem sempre fica claro ao indivíduo qual a melhor maneira de se expressar em diferentes situações do cotidiano. Sem dúvida, a escola, como instituto educacional de formação, exerce grande influência sobre o jovem nesse processo.
No nosso dia-a-dia, existem inúmeras maneiras de expressão através da linguagem. Com frequência, diferentes grupos sociais inventam novas palavras para se comunicarem, levados, muitas vezes, pela crença de que não terão sua forma de comunicação decifrada por pessoas que não se encaixem dentro de seu grupo. Esse fenômeno social é muito corriqueiro em colégios, onde crianças e adolescentes adotam, por razões inúmeras, essa linguagem diversificada que nem sempre é devidamente compreendida por todos.
Frequentemente, a escola não se preocupa em instruir o aluno ao uso da linguagem mais adequada ao contexto no qual está inserido. Ou mesmo, ela é muito liberal ou excessivamente conservadora, permitindo livremente ou condenando severamente o uso de gírias. Esse extremismo de ideias pode levar à formação de cidadãos que não aprenderam a importância do uso de uma linguagem padrão, de entendimento abrangente, e, também, à formação de cidadãos que não respeitam a diversidade linguística.
A escola, em meio a tudo isso, deve ensinar o aluno a valorizar as diferentes formas de linguagem, para serem usadas adequadamente nas diversas situações do dia-a-dia.

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Luís escreveu:
Dilema da linguagem
Para conviver em sociedade foi necessário ao homem ter aprimorado a linguagem à medida que as relações sociais evoluíam a um nível de maior complexidade. No entanto, nem sempre fica claro ao indivíduo qual a melhor maneira de se expressar em diferentes situações do cotidiano. Sem dúvida, a escola, como instituto educacional de formação, exerce grande influência sobre o jovem nesse processo.
No nosso dia-a-dia, existem inúmeras maneiras de expressão através da linguagem. Com frequência, diferentes grupos sociais inventam novas palavras para se comunicarem, levados, muitas vezes, pela crença de que não terão sua forma de comunicação decifrada por pessoas que não se encaixem dentro de seu grupo. Esse fenômeno social é muito corriqueiro em colégios, onde crianças e adolescentes adotam, por razões inúmeras, essa linguagem diversificada que nem sempre é devidamente compreendida por todos.
Frequentemente, a escola não se preocupa em instruir o aluno ao uso da linguagem mais adequada ao contexto no qual está inserido. Ou mesmo, ela é muito liberal ou excessivamente conservadora, permitindo livremente ou condenando severamente o uso de gírias. Esse extremismo de ideias pode levar à formação de cidadãos que não aprenderam a importância do uso de uma linguagem padrão, de entendimento abrangente, e, também, à formação de cidadãos que não respeitam a diversidade linguística.
A escola, em meio a tudo isso, deve ensinar o aluno a valorizar as diferentes formas de linguagem, para serem usadas adequadamente nas diversas situações do dia-a-dia.

Luís, é verdade. Os alunos recém-formados na escola mal sabem ainda como utilizar uma linguagem padrão que atinja seus objetivos. Isso significa que os tais têm poucas maneiras de expressar suas ideias. Enfim, eu achei um texto legal e interessante, mas direi algumas coisas que vi, que julgo serem erradas.
Não sou professor, mas gostaria de compartilhar um pouco do meu aprendizado com vocês.

Veja:

* Uso de palavras que já "carregam" um sentido adjetivo. Por exemplo, você disse: "...a escola, como instituto educacional de formação". Perceba que a palavra instituto significa estabelecimento de instrução. Portanto, escrever instituto educacional é tão redundante quanto dizer "elo de ligação", "encarar de frente", etc. Talvez, seria melhor você utilizar a palavra instituição, pois esta possui várias conotações: Igreja (instituição religiosa), Estado (instituição política), escola (instituição educacional), etc.;

* Erro ortográfico. Não se escreve dia-a-dia, mas, sim, dia a dia. Você pode comprovar isso no VOLP da Academia Brasileira de Letras:
http://www.academia.org.br/abl/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?sid=23

* Outra coisa: instituto educacional de formação. Além do que já comentei anteriormente, deixe seu texto mais "enxuto", isso privilegia a objetividade;

* Cuidado com as generalizações: "Frequentemente, a escola não se preocupa em instruir o aluno ao uso da linguagem mais adequada ao contexto no qual está inserido."
Será que toda escola é assim mesmo? Tente "camuflar" certas coisas, que poderiam dar desconfiança ao que se afirma. Por exemplo, eu aconselharia você dizer: Frequentemente, muitas escolas não se preocupam...
Uma dica em forma de metalinguagem para você:
NUNCA GENERALIZE!!!

Razz

Às vezes, as palavras do Padre Antônio Vieira servem muito bem: "As palavras valem prata, mas o silêncio vale ouro". Por isso, deixe oculto certas coisas para não descontarem alguns pontinhos seus!

No entanto, achei um texto muito bom. Se eu fosse um professor lhe daria uns 7,5.



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Luís

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Membros
Obrigado pela crítica, Kelvin, tanto a positiva quanto a negativa.
Realmente, o do "dia-a-dia" acho que é pelo Novo Acordo Ortográfico que não se usa mais hífen, não é mesmo?!
Na verdade eu só escrevi essa redação por que eu combinei com o Velloso que iria fazer e pra dar mais movimentação ao fórum. Eu, graças a Deus, não preciso mais fazer redação por obrigação. Nunca fui bom nisso! Você foi generoso comigo ao me dar 7,5. Quando eu fiz vestibular, me deram notas 5,8 e 6,4 na redação. =\

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Sorte sua!

haushha

Very Happy

No ENEM, eu estou lascado!

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Euclides


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Kelvin, seus comentários foram brilhantes. Seus conselhos, objetivos e de grande utilidade. Parabéns.

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velloso

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Membros
Gente, vou querer postar uma redação sobre esse tema também. Mais tarde estarei colocando aqui pra vocês darem uma olhada.

abraços.

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Beleza!

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Belo texto. Kelvin disse tudo para as correções. Perfeito.
Very Happy

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Ficou vaga sua conclusão. O texto vinha sendo bem articulado, com exemplos e tudo mais, porém a conclusão ficou simplista. Faltou articular mais. De resto, boa sua redação.

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Mourette

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Membros
Retirando a conclusão , achei a redação muito bem escrita. No entanto ,quero lhe chamar atenção a alguns detalhes.



No nosso dia-a-dia

eu preferiria dessa forma : Em nosso dia a dia


levados, muitas vezes, pela crença de que não terão sua forma de comunicação decifrada por pessoas que não se encaixem dentro de seu grupo.


Vou discordar de você nesse argumento. Creio que não é bem esse o motivo para que as crianças e jovens destoem da linguagem formal. Acho que é mais para possuírem um modo único de falar, algo como uma anarquia ao modo formal impostos pelos pais e pela escola.


Assim como o Tiago disse, achei sua conclusão bem vaga e, principalmente por isso , sua nota é 6,5

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