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Os anjos (faculdade de Teologia)

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1 Os anjos (faculdade de Teologia) em Sab Jan 28, 2012 7:15 pm

Olá pessoal ! Primeiramente gostaria de agradece-los e parabeniza-los por esse site que nos ajuda e permite ajudar tbm outras pessoas. Bem, essa redação é da faculdade a distancia que bem pai está fazendo, ficaria grata se algum de vocês podesse dar um parecer sobre a mesma.

Desde de já agradeço.

Os anjos
Falar sobre os anjos é uma tarefa que exige cautela, tendo em vista que esse tema apresenta um campo de especulações, entre religiosos, pensadores, poetas e em algumas partes da ciência em séculos de história. É um tema fascinante que provoca uma curiosidade pelo desconhecido e sobrenatural. É importante lembrar que, existem os anjos eleitos e os caídos (1 Tm 5:21; Judas 1:6), ainda que originalmente todos foram criados bons. Assim devemos dispensar atenção dobrada sobre cada conceito criado a respeito dos anjos e suas funções no tempo compreendido sobre as alianças.
Alguns conceitos criados ao longo da história do cristianismo nos apresentam desafios que devem ser enfrentados com seriedade. Os materiais literários produzidos ao longo da história defendem ideias e conceitos, que sem dúvida, enriquecem a compreensão do tema em alguns aspectos; No entanto, em alguns casos encontramos pontos que não são consistentes quando submetidos a um exame do contexto geral das escrituras e da própria história da igreja.
Podemos exemplificar os conceitos mais conhecidos que abrangem desde a definição etimológica da palavra, a definição do ser, a origem, a classificação e o ofício. Em quatro destes pontos os conceitos não divergem tanto em aspectos teológicos e nos enriquece. As dificuldades encontram-se no que diz respeito ao ofício dos “anjos”. Comumente se trata do tema em sentido mais geral e linear do aspecto funcional no espaço e sem considerar o tempo.
É de fundamental importância que observemos cada tema, de um ponto funcional no espaço e no tempo. Por não considerar o tempo como elemento de importância no contexto geral, o que se abre é uma porta para a aplicação dos textos sagrados a qualquer sentido que venhamos propor-lhe. Assim, em relação ao ofício dos anjos, temos que considerar o tempo como um marco divisor de um ponto funcional no espaço.
Considerando agora que o tempo é importante para cada ponto estudado, descortinam-se um universo de outros temas e pontos que pareciam impenetráveis quando tratados de forma linear no espaço da eternidade. Vemos que as escrituras são compreendidas num contexto vetero-testamentário e neo-testamentário. Assim observamos que tudo faz sentido dentro do espaço, cada um em seu tempo, quando observado dessa forma.
Por não considerar o tempo, alguns conceitos e idéias sobre o ofício de anjos, serviram e servem até hoje, como pano de fundo para grosseiros erros doutrinários e o surgimento de muitas seitas idólatras e crendices sem fundamento bíblico. Como exemplo, podemos citar um conceito dos mais antigos, que é o de haver um anjo da guarda para cada crente. Obviamente esses conceitos vieram sempre acompanhados por alguns versículos, principalmente do antigo testamento. (Sl 34.7; 91.11; Dn 6.22; 3.25; 9.21-23;10.11-13;Mt18.10). (Paulo já exortava aos colossenses a não se sujeitarem aos que cultuavam anjos Cl 2.18). Isso nos serve de alerta contra certos conceitos que confundem o criador com a criatura.
Todo Cristão, deve ter conhecimento das maneiras que Deus usa para comunicar-se com o homem, em cada espaço do tempo que Ele estabeleceu pelo seu próprio poder. Assim vemos que, no período que compreende o antigo testamento, a maneira mais direta e frequente de Deus falar eram através de anjos que comunicavam suas palavras. Mesmo que essa não fosse a única maneira, porém a mais frequente. Por vezes o Espírito do Senhor se manifestava no próprio “homem” e transmitia sua mensagem.
De um modo geral a bíblia apresenta os anjos eleitos atuando do gênese ao apocalipse, sempre no sentido de favorecer àqueles que almejam servir a Deus e buscam sua salvação. Eles atuam sob a égide de Deus em eventos que promovem o processo de reconciliação realizado em e por meio de Jesus. No entanto, é visível o papel funcional de atuação dos anjos no contexto do Antigo Testamento em face da realidade do Novo. Vemos no Antigo Testamento exercerem papeis peculiares em ministrarem a lei e proclamarem a chegada do Emanuel; enquanto que no Novo se transfere para a igreja o papel de proclamar o evangelho da graça salvadora em Jesus e sua segunda vinda (Mt 28.19,20;Mc 16.15,16).
O Antigo Testamento apresenta em seu contexto algumas ideias em conformidades com sua realidade e em relação ao estado do crente e o ministério dos anjos. Ou seja, eram os anjos que tinham autorização para ministrar, guardar, guerrear contra os principados do mal nos lugares celestiais e mediarem às orações em nome de YAWH. (Sl 34.7; Dn 6.22; 3.25 Dn 9.21-23; 10.11-13). Apesar de que nada os impeçam de atuarem hoje, é de se chamar a atenção do cristão para um fato esclarecedor nesse sentido.
Na nova aliança Jesus declara o julgamento e expulsão do príncipe deste mundo (Jo 12,31), promete está com o crente todos os dias (Mt 28.20), ao invés de enviar um anjo. Ele promete habitar no crente e morar nele junto com o Pai (Jo 14,20-23). Ele dá o Espírito Santo para guiá-lo em toda justiça ( Jo 7,39). Ele já deu sua palavra (Jo 17.14), os dons do Espírito como armadura para destruir toda obra do maligno (Lc 10.19; Mt 10.8;Mc 16.15-20;Ef 6.10-18). O cristão deve reconhecer que têm mais que um anjo da guarda, ele têm Deus dentro de si. O Crente é elevado às regiões celestiais em cristo (Ef 1.3; 2.6).
Outro ponto a ser observado é que, embora Jesus possa livrar o crente em algum momento, enviando um anjo, como foi com alguns apóstolos, não é regra adotada no seu discurso nem pelos apóstolos. Pois, o que vemos na vida de muitos dos discípulos é que tudo acontece conforme o propósito de Deus. Numa ocasião Pedro é preso e açoitado, noutra é solto por um anjo. Paulo foi açoitado várias vezes e apedrejado, sendo salvo do naufrágio foi executado em Roma (2 Co 11.25; 2 Tm 4.6). No caso de Estevam, não teve tantos livramentos, foi apedrejado e morto sem que alguém o livrasse (At 7.59).
Embora alguém acredite em anjo da guarda, a vida dos apóstolos e discípulo prova o contrário. O que dizer dos profetas que foram mortos e dos que compõem a galeria dos heróis da fé em (Hb 11.1-40)? Todos eles de alguma maneira receberam auxílio de anjos, e, morreram na fé sem alcançar as promessas, “provendo Deus alguma coisa melhor a nosso respeito, para que eles sem nós não fossem aperfeiçoados”... (Heb 11h39min-40). Como diria o próprio autor: Faltaria tempo para falar dos cristãos em Roma, lançados às feras, dos mártires de toda história do cristianismo, bem como os pré e os reformistas e todos que sofrem perseguições ainda hoje e morrem de variáveis formas todos os dias.
Que contraste pode-se observar quando Herodes manda matar todas as crianças judias, de dois anos e para baixo, enquanto um anjo avisava em sonho a José que fugisse com Jesus para o Egito... Não fosse o desígnios de Deus, não fosse seus propósitos, poderíamos estabelecer regras com referências semelhantes à de ( Mt 18.10). Por que não houve anjos da guarda para àqueles pequeninos? Por causa dos propósitos e da soberania. Vemos que, a indisponibilidade de Deus, revela por si sua soberania e não o sujeita a nenhuma regra.
Como já disse antes: mais que um anjo, temos Deus em espírito habitando em nós, alcançamos melhores promessas, temos melhor mandamento e alcançamos a reconciliação pelo amor de Deus que está em Cristo. E certos estamos que nada poderá nos separar deste amor, nem os anjos nem potestades nem principados (Rm 8.38). Por este amor somos entregues a morte todos os dias; somos como ovelhas levadas ao matadouro. Mas, o que importa para nós que cremos é permanecermos firmes na esperança da glória dos filhos de Deus. Sabemos que em breve, este corpo corruptível será revestido da incorruptibilidade, e então, junto com os anjos nossos conservos, estaremos no reino de glória celeste.
Diante do exposto, vemos que não são os anjos que garantem nossa segurança e livramento, é Jesus o nosso salvador que nos assegura real proteção e mediação junto ao Pai. É Ele que nos dá o Espírito Santo que intercede com gemidos inexprimíveis, distribui os dons e capacita cada um para lutar contra o mal. É o Espírito Santo que rege a igreja na terra e pode autorizar um ou quantos anjos queira para ajudar os salvos quando necessário. Portanto, a ministração dos anjos está sujeita ao Espírito Santo que habita na igreja. Sendo assim, os anjos não recebem ordens de homem, e sim, do Espírito santo. Todo cristão é sujeito a esta realidade.

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2 Re: Os anjos (faculdade de Teologia) em Seg Jan 30, 2012 2:58 pm

Prezada Stella
Em primeiro lugar, digo que é muito difícil analisar um texto dirigido a um público específico, no caso, os teólogos. Porém , quero fazer algumas considerações. A princípio, achei o texto de seu pai muito longo, já que se trata de uma redação. Textos grandes demais costumam cansar o leitor e devem ser evitados, pois cinco parágrafos no máximo é o ideal. Por outro lado, perdoe-me se eu estiver equivocado, mas acho que o texto está tendendo para uma religião específica, cristianismo, o que o torna parcial. Tratando-se de uma faculdade de Teologia, o enfoque não teria que ser o de várias religiões, ou seja, analisar o que cada uma teria a dizer sobre o tema proposto? Bem, eu espero ter ajudado e aguardo ansiosamente a tua resposta. Abraço grande!

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